19/04/2011

FUTEBOL


Torcida 10 x 0 Dirigentes & Políticos

Desorganização e desrespeito marcam a Copa do Brasil no Maranhão


Domingão, tarde ensolarada de 18 de janeiro de 1981. O estádio Nhozinho Santos recebeu belo público para a estreia do Sampaio Correa no Campeonato Brasileiro daquele ano contra o Itabaiana-SE. O time maranhense era bom e tinha no lateral direito Terezo sua grande referência. O jogador chegou a ser lembrado para a Seleção Brasileira, do exigente técnico Telê Santana, para a reserva do excepcional Leandro, do Flamengo-RJ.

A equipe “boliviana” escalada para aquele dia era: Marcial, Terezo, Darci, Darci Munique e Jair; Rosclin, Magela, Toninho e Zé Ivan; Cabecinha e Bimbinha, sob o comando do experiente técnico Otacir Viana. Essa equipe base fez história com uma das melhores campanhas do tricolor maranhense no campeonato nacional.

No início da adolescência, segui a pé com uns amigos do bairro onde morava até à Vila Passos, subindo a rua Catulo da Paixão Cearense e já com os ingressos nas mãos. Entramos logo na primeira catraca de acesso ao estádio, na mesma rua, bem na esquina. Tudo tranqüilo, tudo bem fácil para chegar, adentrar e se acomodar. Era início dos anos 80. E naquela época, no “Gigante da Vila”, existiam 6 saídas e 6 entradas (incluindo o setor de cadeiras) com 4 catracas.


Eu e meus amigos ficamos, por opção, em pé no primeiro tempo, bem atrás do gol que dá fundos para a avenida Kennedy, fazendo barulho e incomodando o goleiro adversário. No intervalo, seguimos para a parte alta da arquibancada, ainda no mesmo setor do estádio. Essa mesma praça esportiva já abrigou mais de 20 mil pessoas e já contou, também em 1981, com um amistoso do Moto Club contra o excelente time do Atlético-MG, vice-campeão brasileiro de 1980. Porém, o recorde de público é de 24.865 pessoas, em 26 de março de 1980, quando o Maranhão Atlético Clube empatou com o Vasco da Gama-RJ em 0 a 0. Faz tempo, hein?!

Fim de partida. E na estreia “sampaína” no Brasileirão de 81 (que continha mais de 40 equipes nacionais), empate em 1 a 1 e só um pontinho garantido na tabela de classificação. Saímos tranquilamente pela mesma porta de entrada. Os 6 largos portões se abriram faltando 15 minutos para encerrar o jogo. E o bom público fluiu da mesma forma que chegou: sem badernas, sem brigas, sem empurrões, sem cavalaria, sem interseção da polícia, sem “corredor polonês”, sem filas e sem correr o risco de alguém se machucar. Que maravilha! E foi a minha primeira vez em um estádio de futebol.


Estamos agora em fevereiro de 2011. O Sampaio Correia estreia na Copa do Brasil contra o Sport-PE e o IAPE joga com o Atlético-MG (aquele mesmo que um dia lotou o estádio municipal de São Luís). Os jogos são na mesma semana: um na quarta-feira e o outro, quinta-feira. É grande o apelo popular, dada a carência de boas equipes jogando no Maranhão. E as nossas equipes participam hoje da 4ª divisão do Campeonato Brasileiro de futebol.

Prometi levar o meu filho de 11 anos aos jogos, mas ainda bem que não deu certo. Fiquei feliz, por isso. Ao chegar para o jogo da quarta-feira, do IAPE, time do vereador-presidente da Câmara de Vereadores da Capital, Isaías Pereirinha, dei de cara com enormes filas na rua lateral de entrada das cadeiras do estádio e na praça Catulo da Paixão Cearense, onde ficam as bilheterias.

Bom, até aí tudo bem. Estava tranqüilo com o ingresso na mão. Então era só entrar, pois faltava um pouco menos de 1 hora para o início do jogo. Percorri as filas, cheguei à primeira entrada de 4 catracas, bem da esquina da praça, e logo percebi que teria dificuldades em função da desordem, aglomeração de muitas pessoas na “boca da entrada” e insuficiência de policiamento ou seguranças de apoio para dar garantias ao andamento natural das filas quase infinitas.


Desisti dessa primeira opção, passei pela entrada das cadeiras, setor que já estava lotado, e cheguei à segunda e outra opção para entrar no estádio, no final da mesma rua que dá acesso ao mesmo local onde, anos atrás, fiquei pela primeira vez para assistir à uma partida de futebol. As filas pareciam mais tranqüilas e se movimentam lentamente. Mas a desordem e a aglomeração eram as mesmas. Não havia policiamento suficiente para dar segurança e muito menos pessoal de apoio para garantir a entrada de milhares de pessoas apaixonadas por futebol de boa qualidade e bom nível.

A bagunça era geral. E a fila ainda parou depois que o jogo já tinha iniciado. Tudo porque uma equipe médica móvel chegara atrasada e entraria por ali mesmo, no meio de uma multidão já transtornada pela espera e por perder o início da partida que já estava paga ao comprar o ingresso, pois somente bastaria acessar o local do jogo. Ali também percebi que os “furões” eram a pura “lei de Gérson” em ação. Até um jovem político maranhense “de esquerda” se infiltrou na aglomeração formada nos acessos das 2 únicas catracas disponíveis, não “dando uma carteirada” tradicional de autoridade, mas se envolvendo no empurra-empurra sem enfrentar a enorme fila como a maioria presente e paciente, torcedores como o “nobre” deputado estadual.


Enfim, assim como eu, várias pessoas conseguiram entrar no estádio depois de correr muito risco. Eu, particularmente quando dei conta, já estava com 20 minutos de jogo, ou aproximadamente 1 hora e 20 minutos de muita luta para usar um ingresso que comprara ainda pela manhã do dia do jogo em uma loja da cidade. E o jogo? Bem, o jogo era bom e os mineiros já venciam por 1 a zero, gol de Ricardinho.

Fiquei no mesmo local da primeira vez que fui ao estádio (que coincidência, que emoção). No fim do 1º tempo, como de costume e aproveitando o vai-e-vém do público, fui para a parte alta daquele mesmo gol que dá fundos para a avenida Kennedy, lembram? No decorrer do 2º tempo, percebi que onde estava e até aonde avistava, era notório que o público era excelente, mas não o suficiente para o desconforto no estádio. Na maior parte das arquibancadas, tinha muita gente sentada, inclusive onde depois fiquei. Havia muitos vazios entre as pessoas. Conclusão: o público era ideal; faltou foi ordem dos promotores do evento, que levaram muito dinheiro com o jogo e poderiam ter dado garantias e segurança ao comprador do ingresso. Ah, e falando um pouco da peleja propriamente dita: o Atlético virou o jogou para 3 a 2 após o IAPE dominar os mineiros e estar vencendo por 2 a 1, também de virada. Bom jogo, mas o time maranhense cansou, visivelmente mal preparado no aspecto físico.


Chegou então a quinta-feira, dia de Sampaio e Sport. E, mais uma vez, comprei o ingresso antecipadamente. Apesar de menor apelo popular do time pernambucano, a torcida tricolor é grande e apaixonada. Havia indícios que o público seria igual ou maior que o presente no dia anterior.

De novo, cheguei com 1 hora de antecedência. As filas imensas pareciam andar com tranqüilidade, próximo ao setor das bilheterias. Mas logo percebi que o policiamento, como na quarta-feira, era insuficiente e não havia equipe de apoio para dar segurança e fluidez ao acesso do torcedor ao estádio. Inclusive, isso deveria ser garantido, por obrigação, pelo promotor do evento e mandante do jogo, no caso o time “boliviano”. Que nada! Irresponsabilidade geral, uma vergonha!

Voltei e deixei o carro na avenida Kennedy, indo direto para a entrada do mesmo local do dia anterior. Chegando lá a confusão era maior. Para piorar, tinham 2 ambulâncias aguardando no mesmo portão. Era tanta gente que não deu para eles acessarem logo o campo. Até que uma viatura da polícia (o famoso camburão) entrou no meio da multidão, abriu caminho e levou junto a ambulância, aumentando ainda mais a confusão. Detalhe: antes de tomar tal atitude o pessoal da guarnição “deu carona” para 2 pessoas à paisana, que estavam esperando igualmente a vários outros torcedores.

Depois de muito sufoco, que SUFOCO, consegui entrar (os organizadores bem que poderiam colocar um carro de som da próxima vez nas entradas, tocando a música homônima da Alcione para distrair o público). E o jogo? Bem, o jogo já estava em andamento, com quase 25 minutos e no zero a zero.

Veio o 2º tempo e fui direto para a arquibancada que fica de frente para o setor de cadeiras, onde normalmente fica a torcida organizada do tricolor. Percebi, então, que o estádio estava com excelente lotação, mas não o suficiente para tanto sufoco para acessá-lo. Fiquei em um local tranqüilo, espaçoso entre os torcedores. E a conclusão é a mesma: desordem, desrespeito e inacessibilidade criados pelos organizadores do evento, no caso a diretoria do SCFC.


Fim de papo. Sampaio 0x0 Sport-PE. Jogo bem movimentado, com domínio parcial do time maranhense, que perdeu muitos gols e não soube aproveitar a vantagem de um jogador a mais em campo pela expulsão de um zagueiro pernambucano.

Nos jogos “fora de casa”, o IAPE levou uma goleada em Minas Gerais, dando adeus à Copa do Brasil, mas o Sampaio empatou em 1 a 1, em Recife, classificando-se para a próxima fase. Nesse mesmo dia, lembrei de escrever este texto e comecei a levantar as questões pertinentes ao seu conteúdo, sabendo que toda a confusão seria recorrente com o jogo em São Luís contra o Santo André-SP, atual vice-campeão de São Paulo, pela 2ª fase do torneio. Tinha a absoluta certeza que nada de bom, além da inesperada classificação maranhense, seria feito para o melhor tratamento ao torcedor apaixonado pelo “esporte bretão”.

Não adianta mais narrar os fatos do período antes do jogo aqui, contra os paulistas. Serei redundante, assim como foram a diretoria do Sampaio, mandante do jogo; a administradora do estádio, prefeitura de São Luís (o prefeito estava presente); e o governo do Maranhão, responsável pela segurança pública e pela Polícia Militar do estado. Os erros foram os mesmos! Os desrespeitos, idem!


E o time tricolor, jogando muita bola, sapecou 3 a zero no início do 2º tempo, mas cansou e deixou o Santo André diminuir para 3 a 2, com total influência da entrada do maranhense Célio Codó, atacante do Sampaio emprestado ao “Ramalhão”. E com o resultado, ficou a esperança da 3ª fase da Copa do Brasil em São Luís, com a presença do Palmeiras-SP no mesmo estádio, já pensaram?!

No Facebook, após o jogo do Santo André aqui, alguns comentários vieram à tona, como este de uma torcedora: “Parecia piada ontem o tratamento dado ao público do jogo, quando policiais apenas observavam a desordem”. Outro respondeu: “Olha, acho que a piada foi além... Enquanto uma fila enorme esperava pacientemente mais de 1 hora para entrar no estádio, a confusão estava formada justamente onde os policiais fizeram um ‘corredor polonês’ para por ‘ordem na casa’, enquanto outros entravam com viaturas pelo mesmo lado da confusão levando gente à paisana de carona. Produto ruim de responsabilidade do Sampaio Correa, sem ordem nem respeito, no estádio da prefeitura, sem a mínima condição estrutural e sem a segurança que a Polícia Militar deveria oferecer. E era contra o Santo André, imagina se vier o Palmeiras”. Resumido e redundante: o mesmo conteúdo que tratei desde o início neste espaço.

É fato que o Maranhão tem público apaixonado por futebol. O produto oferecido pelos clubes locais e “apoiado” pelo poder governamental que é ruim. Um dos maiores estádio do Brasil, o Castelão, por exemplo, está fechado há quase 8 anos. Em 1997, o Sampaio Correa lotou essa praça esportiva por várias vezes, jogando a 3ª divisão do Brasileiro e “levantando o caneco” de campeão. Já pensaram se os jogos fossem no “municipal”? Em 1998, a Seleção Brasileira levou uma multidão ao mesmo campo de jogo, em partida amistosa contra a extinta Iuguslávia; e no dia seguinte, foi a vez do Sampaio enfrentar o Santos-SP, pela "taça Conmebol”, torneio sul-americano, com muito mais presentes no Castelão.


Ainda sobre o “Nhozinho Santos”, vale lembrar que assim que assumiu a prefeitura de São Luís, o prefeito João Castelo, em visita ao estádio, perguntou o porquê do mesmo estar vazio para o início do campeonato maranhense. Hoje, como torcedor, respondo com algumas conclusões deste texto. Outra do prefeito: ele prometeu fechar os cantos do “municipal” para aumentar a sua capacidade. Ora (fica a indignação), se a iluminação foi feita em cima da hora, neste ano, para que o estádio recebesse esses 2 jogos da Copa do Brasil, imaginem... A mesma iluminação que nunca foi concluída, as 4 torres também não construídas, com verba federal liberada e destinada exclusivamente para essas obras, ainda na gestão anterior do prefeito Tadeu Palácio e seu secretário de esportes.

Só para fechar, fiquei triste com a quantidade de pessoas esperando à meia-noite transportes nas paradas de ônibus. Gente humilde, torcedor apaixonado por futebol, que no dia seguinte estava reclamando nos programas das emissoras de rádio AM da cidade. Vale lembrar, senhores interessados, que esse torcedor também é eleitor e deveria ser amparado com uma solicitação de alerta junto às empresas de coletivos públicos. Lanço a bola na área, agora é só marcar o gol. Só não vale entrar de cabeça com bola e tudo. Aí é demais para o torcedor!

E por tudo isso, agora vocês puderam entender porque eu gostei de não ter levado o meu filho aos jogos no Nhozinho Santos.

Marcos Baeta Mondego
Copa do Brasil, Abril de 2011.

Vejam algumas imagens que marcam e comprovam o que está escrito aqui, como esta pancadaria... http://www.youtube.com/watch?v=x0xWD7LkpD0

Ou esta confusão em um dos portões de saída...



E para dizer que não falei de futebol, os melhores momentos do jogo...

04/03/2011


CAÇA AO REDATOR PUBLICITÁRIO NO MARANHÃO

Formandos, habilitem-se! Vagas abertas!

O título deste texto bem que poderia ser um anúncio das agências de publicidade, com letras garrafais e em negrito, no box destinado a empregos dos classificados dos jornais, veiculado em busca da solução de um problema crônico existente na comunicação publicitária da terra dos poetas Gonçalves Dias e Ferreira Gullar: a criação de peças e campanhas para os anunciantes.

Há algum tempo, talvez 10 anos, pouco se vê de criativo e novo nos veículos de comunicação. Nos jornais impressos é aquela poluição visual nada atraente aos leitores ávidos por notícias, que aqui e acolá bem que poderiam ser agraciados e envolvidos por um belo, criativo e bem acabado anúncio. Nas emissoras de rádio, como já escrevi e falei outras vezes, é pura gritaria e “corrida de cavalo”! Nas emissoras de TV o quê se vê é a entrada e saída de intervalos comerciais iguais, sem diferencial entre um VT e outro, ou seja: o anúncio e o produto não marcam, não atraem os consumidores. Faltam idéias!

Quando surgiram as faculdades de comunicação particulares locais, cheguei a comentar com vários amigos do meio publicitário que acreditava na melhora e evolução dos intervalos comerciais das TVs e rádios. Sem ser a “minha praia”, mas sendo também consumidor, vibrei em saber que em pouco tempo teríamos jornais e outdoors com excelentes e envolventes anúncios... Que nada! O tempo passou e o que se tem é uma mesmice de dar dó. Que pena! Pobre mercado de agências e agenciadores que só oferecem preço e desconto ao mercado de anunciantes, em detrimento da criatividade e qualidade. Poder de persuasão que é bom, nenhum! Em busca do tal BV, valioso desconto na mídia oferecido pelos veículos, tudo! Marketing de resultados ao cliente, zero!

Ser publicitário no Maranhão é “fácil”. Ser redator então... O cidadão que é agenciador de veículos (ou executivo de contas), além de criador das peças do cliente, também é atendimento, mídia, tráfego, produtor, locutor, diretor de vídeo, de arte... (só o que lembro agora). Ele só escapa quando o cliente é o autor da idéia e coloca alguém da sua família para protagonizar o anúncio. Esse tipo de “vendedor de publicidade” costuma concentrar a verba somente na mídia. Como nada tem a oferecer, além de desconto no valor das inserções, em geral essa prática torna-se um ciclo vicioso: o cliente não recebe propostas de criação, consequentemente não investe; como o cliente não investe, o “publicitário” então nada oferece. E assim, acomodam-se...  

Em busca de solução, as grandes agências costumam importar profissionais de outros Estados. Coisa nova que é bom, também nada! Na verdade essas agências ajudam a inchar o mercado de gente ruim, que chega aqui se achando “o elefante branco dos olhos azuis”, pensando estar em terra de índio (que me desculpem os indígenas, pois é só para fazer uma referência de tempo e evolução). E como o nível de exigência local é baixíssimo, eles vão ficando, ficando, ficando...

Esses “estrangeiros” geralmente não atendem às necessidades e ganham tubos de dinheiro sem justificar o investimento. É gente que, na maioria dos casos, não deu ou não dá certo em seu mercado de origem; que não tem espaço ou que não obteve sucesso na sua terra, sendo a única saída migrar para outras, digamos, menos evoluídas. Depois de perceberem o tropeço na tal invenção da importação, os empresários das agências passam a dispensá-los, já que a contração fora feita pela apresentação do currículo e que, na prática, pouco mostram.

Uma parte dessa gente ganha o mundo de volta. Outra, finca o pé na boa terra, ainda tranqüila, pacata... E, sem sombra de dúvidas, boa também para ganhar dinheiro, em função do alto índice de desinformação e falta de preparo, inclusive de empresários e anunciantes. Como “em terra de cego quem tem um olho é rei...” E dentre os que ficam, existem boas surpresas e agradáveis exceções. Esses “correm atrás do preju” e se tornam até empresários na terrinha, de tão boa que é para ganhar dinheiro (lembrando, novamente).

Para mostrar serviços e não decepcionarem, esses “estrangeiros” contratados para áreas específicas, normalmente à redação e à direção de arte, passam a executar até mesmo outras funções, como atendimento ao cliente e direção de produção, de áudio e vídeo. Alguns encaram até a telinha, viram “garotos-propaganda”, ou mesmo impostam as vozes nas locuções das peças publicitárias de rádio e TV. Daí ganham a segurança e a esperteza suficientes para encarar “o nosso pobre mercado” e, em sua maioria, ficam no Maranhão e se tornam “donos de agências”. Em geral, são aqueles que acham que criação é somente texto para locução/off ou para apresentação/on. Não acrescentam mesmo!

Outro fato curioso nessa falta de noção dos “nossos redatores”, bem observado pelo radialista e publicitário Jeisael Marques, é que as peças e campanhas, além de nada de novo apresentar, também se tornam, na TV, nada mais que a animação da peça gráfica - do panfleto, do anúncio de jornal ou do outdoor. “Produtora vai então comprar câmera pra quê?”, indagou em seu blog. Basta um editor-conhecedor das ferramentas de softwares de edição de imagens e pronto, está criado e produzido o vídeo, que alguns ainda chamam de “filminho”. Fácil, não é?! E tem gente que engole mesmo, sem fazer cara feia! O importante é captar o recurso do anunciante logo, sem deixá-lo escapar. A agilidade de criação e produção está em função do faturamento imediato. Ô, terrinha boa para ganhar dinheiro! Na publicidade, então...

Gostaria de deixar claro que não tenho nada contra a importação de profissionais. Só acho que devam ser de boa qualidade, para aprendermos com as suas capacidades e experiências. Dessa forma, acho justíssimo o investimento, pois certamente engrandecerão o nosso mercado e torna-se-ão referências para profissionais e estudantes, aqui ou em qualquer canto. Do contrário, melhor anunciar mesmo: CAÇA AO REDATOR PUBLICITÁRIO NO MARANHÃO. FORMANDOS, HABILITEM-SE! VAGAS ABERTAS! Aqui, pelo que percebo, a crise vem atingindo somente as idéias dos publicitários.

A propósito, para finalizar, deixo aqui um desafio: o final do ano é talvez o período na publicidade de maior investimento dos anunciantes e também de excelente faturamento das agências e veículos. Fica a pergunta: você lembra de algum anúncio marcante, no jornal, outdoor, rádio e/ou TV? Responda e comente. Boa memória!

Marcos Baeta Mondego
(Março de 2009, na expectativa do “início do ano”)


AS CONSEQUÊNCIAS...


A REPERCUSSÃO DO “CAÇA AO REDATOR PUBLICITÁRIO”

como reagiram os profissionais do mercado

    A respeito do artigo intitulado “Caça ao Redator Publicitário...”, o mercado teve reações diversificadas, tanto dos profissionais que os denominei de “estrangeiros” como dos nativos e estudantes do segmento no Estado. Alguns tiveram reações inteligentes, enquanto outros pareceram não entender o que estava escrito – “aplicaram um migué”, como diria o “filósofo contemporâneo-popular” e apresentador de TV Jairzinho da Silva.

A reação foi uma atitude natural – já esperava e estava preparado. Agora, como aconteceu é que não posso deixar de comentar e compartilhar com todos que receberam por e-mail o texto-análise do mercado - evidentemente sob a minha ótica.

Para início de conversar, quero deixar claro que o meu propósito não foi de “comprar briga” com ninguém, nem tão pouco consolidar amizades ou criar inimigos (afinal, sou Cristão). Foi um sentimento justo e também natural de um apaixonado por comunicação - especialmente pela publicidade, preocupado com a qualidade da atividade e que não suporta mais (assim como vários consumidores de mídia – conversei com muitos sobre o assunto antes de escrevê-lo) ver tanta coisa ruim veiculada no mercado, principalmente como é feita e por quem. A minha imediata atitude ao conversar com essas pessoas foi a de defender os bons publicitários, concordando e discordando em muitos pontos, até porque existem profissionais de toda qualidade e caráter em qualquer segmento (já até escrevi também sobre isso, a partir dos padres e pastores podres encravados no Cristianismo).

Das respostas que obtive, por e-mails ou pessoalmente, acredito que as reações positivas chegaram entre 80 e 85%. As negativas chegaram aos 10%. Já outros 5% vestiram a carapuça. É verdade, acreditem! Teve gente que fez questão de assumir que é ruim e não tem nenhuma vergonha de esconder que é puro oportunista. Agora, o mais absurdo é que ninguém, ninguém mesmo respondeu à pergunta deixada no final do texto “ Caça ao Redator Publicitário...”, inclusive aqueles que se opuseram veementemente à minha opinião – sinal que também concordam comigo. A conclusão do texto e a pergunta eram: “... deixo aqui um desafio: o final do ano é talvez o período na publicidade de maior investimento dos anunciantes e também de excelente faturamento das agências e veículos. Fica a pergunta: você lembra de algum anúncio marcante, no jornal, outdoor, rádio e/ou TV? Responda e comente...”, lembram?

Não posso, nesse momento, deixar de citar algumas reações naturais, por exemplo...

A de um diretor de criação e professor paulista: “Concordo com você – modestamente me excluindo do grupo que critica com tanta propriedade e voracidade. Isso porque você (acho) não tem acesso às turmas de publicidade que estão adentrando nas faculdades, cada vez mais fracas. Mas já consegui "arrancar" e encaixar no mercado pelo menos 3 redatores muito bons, comigo ou em agências "colegas". Juro que eu faço o possível, parceiro...”

Ao que respondi: “... e obrigado pela compreensão do texto. Alguns me chamaram de xenófobo, outros de inseguro e medroso... Chegaram a perguntar: “qual é a desse cara?”... Na real, acho que esses que fizeram questão de não compreendê-lo que são o grande problema do mercado. Recebi vários e-mails em resposta, mas poucos, muito poucos foram contrários à minha posição. Parabéns pelo esforço e contribuição à nossa publicidade...”

A de uma produtora de agência, que se manifestou assim: “... eu só lamento tanta revolta. E como “estrangeira”, como diz o texto, eu respondo da seguinte forma: quem se sente ameaçado é porque realmente não é tão bom. Acredito que existe lugar para todos. Lembro que na maior cidade do Brasil - São Paulo - existem mais “estrangeiros” nordestinos que paulistas. Cada um escreve aquilo que pensa. E ganha aquilo que merece...”

Confesso que não entendi, mas mesmo assim respondi, aqui em síntese: “... a revolta existe sim, não há como esconder. Não só minha, pois recebi vários e-mails de solidariedade. A diferença está em assumir ou não e transformá-la em discussão como contribuição ao mercado, pois assim caminha a humanidade - aqui, em São Paulo, Nova Iorque, Londres, enfim... Não há ameaças boas, só ruins. Uma delas: a de piorar o mercado ainda mais... Cada um escreve aquilo que pensa, pois é democrático, legal, constitucional, é direito de todos... Quanto ao que ganho ou deixo de ganhar, não reclamo nem tenho medo, aqui ou em lugar nenhum, quanto às retaliações... Seja bem-vinda e desenvolva bons trabalhos, contribuindo de forma positiva com o nosso mercado...”

Gostei bastante deste desabafo - prova da minha razão - que sintetizei assim: “... Não é fácil ser redator... para quem leva a profissão a sério... Não é fácil se deparar todo dia com um desafio novo, universo desconhecido e ter que dominá-lo em poucas horas para desenvolver o trabalho, porque tudo aqui é pra ontem... Não é fácil ver os anuários nacionais repletos de peças brilhantes, e saber que um anúncio teve o prazo de 1 mês pra ser executado com milhões... E depois se deparar com o nosso dia-a-dia e ver a nossa criatividade limitada pela verba reduzida... Fazer uma campanha bacana, conceitual e o resultado acabar mostrando apenas produto e preço... Propor peças diferenciadas, mídia alternativa e ver a campanha só no jornal, outdoor e TV... Ver a assinatura ocupar todo o espaço da peça... Não é fácil trabalhar no Maranhão, viver a realidade do nosso mercado e encarar a mentalidade do empresariado, que coloca a atividade como supérfluo... Ver que a publicidade é uma das primeiras coisas que são cortadas em período de crise... Ver o mercado prostituído por pessoas que nem chamadas de profissionais deveriam ser. Não é fácil e nem justo ter que competir com eles e ainda levar a culpa pelos trabalhos de pouquíssima qualidade... Mas, apesar dessas e outras dificuldades, continuamos a fazer a nossa parte para tentar mudar o cenário atual...”
 
Agradeci pela participação e concordei com alguns pontos, mas aproveito para responder novamente com o próprio texto-resposta de um redator (que o admiro e não sabia que é paraense), aqui, quase na íntegra: “... concordo em muitos pontos do seu artigo. Acho importante o mercado se auto-analisar. Assim elevaremos o nível da nossa atividade. Porém discordo de algumas afirmações... Com relação aos cursos locais de publicidade e propaganda e a baixa qualidade dos profissionais de redação... é importante dizer que nenhuma faculdade deste país é capaz de formar redatores bons e preparados... O curso dá apenas noções básicas e superficiais... Até porque não existem fórmulas como em matemática, 2 + 2 = 4. Em física, V = Vº + a.t. Em medicina, a anatomia do corpo humano sempre igual... Só existe uma regra: quebrar regras... Novas idéias, soluções criativas e posicionamentos conceituais diferentes pedem uma constante reinvenção do processo. O redator é formado pelo que lê, os filmes que assiste, as músicas que ouve, as exposições de arte que freqüenta, relacionamentos amorosos, amizades, a mesa de bar, o futebol, a vida... Dois dos melhores redatores da história... Nizan Guanaes e Washington Olivetto não se formaram em publicidade e propaganda... Reconhecendo que temos profissionais de baixa qualidade... discordo que sejam os únicos responsáveis pela falta de criatividade e estética da nossa propaganda... O problema está relacionado também à própria característica do mercado, eminentemente varejista... Na propaganda, para posicionar produtos ou serviços, pode-se dar ao luxo de “viajar” mais, buscar conceitos, falar mais com as imagens... tipo de abordagem que diretores de vídeo devem apreciar. Eu também gosto. Mas a nossa realidade é outra... Não temos muitas indústrias... E o varejo é imediatista, que tenta a todo custo vender com muito volume de mídia... produção baratinha, repetição, guerra de preço e condição de pagamento... o que não justifica a falta de criatividade, pois no varejo são possíveis soluções criativas... Novas agências e novos profissionais estão em gestação nesse momento e vão tomar o lugar de quem está oferecendo hoje um mau serviço aos anunciantes... E cabe a eles exigir mais das suas agências ou até mudar de agência, se os resultados não vierem... A Prefeitura de São Luís e Governo do Maranhão, os maiores anunciantes do estado, não privilegiaram a boa propaganda nos últimos 5 ou 6 anos... O que se tem visto... são informes publicitários, cheios de números, excesso de informação e direção de arte pesada. Mais jornalismo que publicidade... Quero congratulá-lo pela iniciativa... sem esquecer as exceções aos maus profissionais... me considero incluído nelas...”

Em resumo, pelo que se vê, fui unanimidade pelo raciocínio sobre a criação e produção de campanhas e peças publicitárias no Maranhão. Parto do princípio do código de trânsito, quando você é responsável também pelos outros condutores de veículos, por sua atitude e pelos atos deles.

Parece que você está inserido em um quadro quase irreversível em função da concorrência voraz pelo tal BV dos veículos. E não deveria me preocupar tanto, pois não vivo apenas das idéias dos outros. Tenho as minhas próprias, também crio e executo projetos especiais. Tanto que, em breve, o mercado será presenteado com um deles (um projeto inédito, talvez nacionalmente). E todos serão convidados a se juntar a nós – a mim e a meu parceiro publicitário.

Mais uma vez, gostaria de deixar claro que nada tenho contra a importação de profissionais. Só lamento que não venham aqueles de boa qualidade, para aprendermos com as suas capacidades e experiências. Assim, acho justo o investimento, pois certamente engrandecerão o mercado e torna-se-ão referências para profissionais e estudantes.

E como fato do que falo e escrevo (e também como profissional publicitário, pela função de diretor de vídeo), há alguns dias esteve em São Luís um jovem diretor do Ceará para realizar trabalhos. Ele é grande exemplo de profissional que deveria permanecer aqui, desenvolvendo os seus vídeos, contratados pelas produtoras e agências locais. Certamente, nós ganharíamos muito!

Agradeço a todos por ter participado. E creio que assim que a gente percebe realmente quem tem compromisso e responsabilidade (ou não) com as discussões pertinentes ao nosso mercado. Recado dado. Abraços.

Marcos Baeta Mondego
(18 de Março de 2009, “no início do ano”)


DERRADEIRO CAPÍTULO...
 
QUEM É O MONDEGO AUTOR DO 

CAÇA AO REDATOR PUBLICITÁRIO NO MARANHÃO

Neste início de semana sacrifiquei meia-hora do meu tempo de trabalho para voltar a escrever sobre o “Caça ao Redator Publicitário no Maranhão”, artigo que gerou polêmica e que ainda rende comentários no meio publicitário. Alguns deles chegam até a mim (talvez de forma destorcida). Um a de que certo professor universitário e publicitário militante o utilizou para debate em sala de aula entre os seus alunos.

Acho legal essa ação e me sinto lisonjeado por ter levantada essa bola. Bom saber que a minha visão do mercado ainda repercute e espero que positivamente, pois essa atitude só tem sentido se for usada como ferramenta motivacional aos futuros profissionais que, naturalmente, disputarão espaço no mercado, (quem sabe) tomarão de conta de grandes clientes e serão (torço por isso) responsáveis pela evolução, organização e dinâmica da publicidade no Estado. Se iniciei a discussão, poderia ter sido outro profissional indignado e preocupado com a atual situação, com o futuro e absurdos do nosso mercado, que incomodam também a muita gente que gostaria de ter expressado o que escrevi.

Novamente, quero lembrar que não pretendi ser xenófobo. Apenas acho que, no nível das importações contratadas, prefiro que os próprios maranhenses tenham suas devidas chances nas agências locais, bem como um dia tive e conquistei a confiança dos meus primeiros patrões (a quem sou grato pela oportunidade).

Aproveito ainda para esclarecer outros pontos. De imediato, informar à atendente de uma empresa operadora de celular que não sou parente do conde Ferdinand Mondego, do filme “O Conde de Monte Cristo”; muito menos do ex-guitarrista do cantor Lulu Santos, Fábio Mondego; nem tão pouco do cantor Rafael Mondego, ex-participante do programa “Fama”, da Rede Globo; ou mesmo do advogado Hermann Baêta, ex-presidente nacional da OAB.

Sei que carrego sobrenomes fortes, que marcam tanto nos momentos positivos como nos negativos. Logo são lembrados e talvez não facilmente esquecidos. Contudo, nem todo Baêta e Mondego são parentes. Mas, em sendo, um parente não é responsável pelo outro (por atos, opiniões, ações, trabalhos, virtudes, erros etc.). A propósito, em São Luís, tenho duas sobrinhas publicitárias que não exercem as funções abordadas no artigo: criação e arte. Também conheço dois ótimos irmãos editores de vídeo, completamente diferentes, em tudo que vocês possam imaginar. O lateral esquerdo Gilberto, ex-seleção brasileira, e o meia-atacante Nélio (ambos ex-Flamengo e irmãos consangüíneos) são pessoas distintas, com trajetórias futebolísticas e condutas inversas. Então, que dizer dos estilos dos irmãos Gallagher (Noel e Liam), da banda musical inglesa Oasis? Enfim...

É sempre bom colocar os pingos nos “is”, sermos justos. E no “Caça ao Redator...” não fui desleal com ninguém. Fiz uma abordagem do mercado sob a minha ótica, um direito que me reserva. Tive o cuidado de não citar nome de profissionais e de empresas. Não me limitei a comentar trabalhos específicos. Procurei usar expressões de exclusão, como “quase”, “talvez”, “há algum”, “pouco se vê”, “na maioria”, “uma parte”, “boas exceções”, dentre outras, para não generalizar o caos do mercado. Até porque conheço bons profissionais e grandes trabalhos sendo executados na área. Sou admirador de alguns e os tenho também como boas referências. Porém, a sensação é que consegui atingir muita gente, boa e ruim, apesar do texto ter endereço certo (ou endereços). O mais esquisito é que mesmos os talentosos (ou que se acham) se sentiram ofendidos. Por isso voltei ao tema, pois nunca pensei em me locupletar com o texto.

Soube ainda que, equivocadamente, esse mesmo professor aproveitou o ensejo para exemplificar e analisar, diante dos seus alunos, trabalhos publicitários que não são meus, que nunca fiz. Para mim, uma atitude mentecapta.

O meu portfólio não é algo hollywoodiano, mas me dou o privilégio de escolher e não realizar qualquer trabalho, por não compactuar com atitudes puramente mercenárias do mercado (talvez, por isso, não seja rico). Prefiro produções mais trabalhadas, demoradas e com idéias exigentes, nas quais possa me dedicar o máximo. Trabalhos com maior grau de dificuldade na execução, pois assim posso cobrar melhor por aquilo que irei oferecer. E dessa forma, acredito fincar um diferencial no mercado, especialmente nos resultados.

Se incitei de outra vez (e a repercussão demonstra bem isso), peço que seja dado o devido valor a quem de direito, até porque não tirei a prerrogativa de ninguém ao tornar público o meu pensamento. Tenho a absoluta certeza e consciência da minha contribuição ao mercado, pois vivo nele e sobrevivo dele. E em nenhum momento me excluí do processo. Pelo contrário, levantei uma discussão, preocupado a partir de comentário, também, de um antigo radialista que afirmou se sentir nos anos 70 ao ver os intervalos comerciais de TV. E olha que até concordei com ele, mas achava-me no final dos 80, quando iniciei a minha vida profissional.

Para finalizar, de tanto que amo a comunicação e publicidade, peço a Deus que encaminhe o meu filho na profissão. E olha que não desejo mal nenhum a ele (e a ninguém). Por isso demonstro a minha preocupação inexorável com o segmento, hoje e sempre. Uma luta desleal, sem compromisso com a qualidade. Espero que entendam e façam as suas partes. Sucessos a todos e bons negócios.

Eu sou o MARCOS BAÊTA MONDEGO, compreendido?!
(em 25 de maio de 2009)

27/12/2010

A FÉ QUE MOVE MONTANHAS, TERRAS E MARES
seria esse o verdadeiro sentido do Natal?
  
Final de ano de festas e confraternizações. Mesas com comidas fartas (ceias para os "metidos") e bebidas alcoólicas abundantes, diversificadas (surgem até as mais chiques). Ah, ía me esquecendo do prato principal nos dias de hoje: o amigo oculto, o invisível real, a troca de presentes, um estímulo ao consumo, ao aquecimento da economia... Assim, há muitos anos, tornou-se e limitou-se o dia 25 de dezembro. Aliás, a passagem de 24 para 25. E só até a madrugada...

Mas, quem sabe verdadeiramente o sentido do Natal? Não custa rapidamente lembrar... Há 2008 anos nascia em Belém, lá pelas bandas do Oriente Médio, o humilde Jesus de Nazaré. Nada demais se Ele não fosse anunciado pelo Anjo Gabriel como O Filho de Deus, O Salvador, O Messias... E isso moveu a ira dos controladores do povo na época. Estariam eles, os Imperadores, na iminência de perder o trono e o controle político-social para a maioria religiosa paupérrima? Melhor prevenir: matar as criancinhas nascidas no período para não correr riscos foi a demoníaca solução encontrada.    

Fico às vezes imaginando como seria o planeta sem a existência de Jesus Cristo... Afinal, o novo mundo tem quase total formação religiosa Cristã (com raras exceções). Lá na região na qual nasceu O Messias, por exemplo, certamente a coisa seria bem pior. O Iraque, antiga Mesopotâmia, talvez o lugar onde Jesus Cristo mais pregou a palavra de Deus, tornou-se de novo um inferno recentemente, como sabemos. Dizem até que hoje o país é dominado pelo diabo, George W. Bush. Eu disse George (dáblio) Bush, atual presidente norte-americano.


 Já imaginaram os Estados Unidos da América sem a formação Cristã que têm? A América Latina de venezuelanos, bolivianos, mexicanos, paraguaios, argentinos e outros bons povos sem a marca do Filho de Deus, já pensaram? A moderna Irlanda, no centro europeu, dos ingleses dominantes, de católicos e protestantes em uma Guerra Santa quase eterna sem Jesus no coração? Olha... E os morros, as favelas, as palafitas, a pobreza, a desigualdade social, os políticos e a colonização religiosa portuguesa no Brasil sem a boa fé em Jesus? Melhor parar, pois, sem Ele, certamente não sobraríamos para escrever e nem ler estas poucas e mal traçadas linhas de reflexão, especialmente neste 25 de dezembro.
                                   
Aos que são justos, consigo e com o próximo, agradecer todos os dias pela existência de Jesus no mundo é o mínimo. Dever maior é rogar a Deus pela bondade dos homens do mau, que não esquecem de lembrar que têm Jesus no coração... Que bom! Já pensaram se não o tivessem? Seriam homens bem piores...

Buscar na vida o bom caminho já é uma luz no fim do túnel. Agora... que referência ter na vida como “um bom caminho”? Graças a Deus temos o coração de Jesus de Nazaré: o caminho, a vida, o bom, o amor, o túnel e a luz! Perdê-lo, jamais! Já pensaram se isso acontece? 

Às vezes, pessoas costumam crucificar outras pelos males cometidos; aqueles que “cometem deslizes”, mas que têm a referência religiosa em Deus, que seguem o caminho da vida de Jesus. Os Cristãos jamais devem cometer “alguns pecados”. As pessoas dizem: “... e um filho da mãe desses ainda vive na igreja!” Prefiro o “ainda bem!” E concluo: já pensaram se ele não vivesse dentro da igreja buscando o caminho de Jesus? Pensem no estrago... Agora, imaginem várias pessoas desses quilates reunidas, ali juntinhas... Acabariam com o mundo em segundos! Por isso, meninos e meninas de hoje, desejo que não percam as cabeças como as criancinhas da época do Nascimento de Jesus Cristo. Pensem nessa vertente, que tal?

 
Comidas, hum... deliciosas! Mas, cuidado com a gula, também um pecado. Bebidas, hum... bebidas. Alguns até dizem que é bom beber com moderação. A questão é ter discernimento de quando chegará esse momento, como decidir depois de... bêbado! Presentes... Bom, presentes são sempre bons, principalmente recebê-los. Difícil é agradar o presenteado, que sempre sai insatisfeito, pois desejou algo melhor, por ter dado coisa bem valiosa. Ah, amigo oculto... Confraternização no fim de ano. A propósito, uma pergunta: porque só em dezembro? E nos outros meses, é guerra mesmo? É tipo campanha de “Natal Sem Fome”: pobre só merece comer no mês de dezembro - e só no Natal?!

Em verdade vos digo: Jesus é o verdadeiro sentido do Natal! É mais que comemorar o meu aniversário, o seu, o nosso. É mais que uma simples ou grandiosa festa. É a fé que move as montanhas, a terra, o mar, o planeta... É a energia que move moinhos de vento. Na real, é o embebedar divino, é a comida que alimenta, é o presente de Deus ao mundo. O seu aniversário é a confraternização de todos os povos Cristãos. Oculto e onipresente. Amigo e irmão, não só do final de ano, mas de todos os dias.

A todos: paz, harmonia, zelo ao próximo, fidelidade ao Pai, respeito aos pais, aos irmãos e amigos, ocultos ou não. Abração e fiquem com Deus em todos os meses do ano. Assim seja. 

www.twitter.com/marcosbmondego
(Escrito na madrugada de quarta-feira, 24.12.2008)

07/10/2010

Páginas da vida eleitoral...


NO MARANHÃO, PLEITO ELEITORAL DE 2010
É RESOLVIDO NO PRIMEIRO TURNO. E AGORA?!

1. Fim da campanha eleitoral no primeiro turno no Maranhão! Infelizmente não pudemos escolher melhor o nosso governador no segundo turno, quando há a polarização e a ampla discussão das idéias.

2. Nesse aspecto, poderemos escolher bem o presidente da República, quando conheceremos melhor os candidatos Dilma Rousseff (PT-PMDB) e José Serra (PSDB-DEM), agora no segundo turno.

2. A incompetência do grupo político de Jackson Lago foi assustadora, nunca dantes vista na história do PDT no Estado. Nem adianta dizer que estava com candidatura sub-júdice.

3. O PDT - assim como o PT – desde as suas fundações, no auge da abertura política no país, tem histórias de lutas no Maranhão e no Brasil, principalmente com suas militâncias nas ruas.

4. O ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa - do PSB, também partido de esquerda, de presença nas ruas - viveu o mesmo drama judicial do dr. Jackson. Ele conseguiu derrubar a candidatura de Fernando Collor em seu Estado.

5. Só para relembrar: o caso do impedimento de Lessa era igual ao do Jackson. Tanto que, se ele tivesse a sua candidatura aprovada no TSE, automaticamente Lago estaria autorizado, também.

6. Assim, no segundo turno em seu Estado, Ronaldo Lessa - que não “jogou a toalha” em nenhum momento - enfrentará o candidato Teotônio Vilela Filho. Collor de Melo ficou em terceiro lugar.

7. Foi um erro gravíssimo de estratégia política, tanto que a falta de campanha do dr. Jackson Lago acabou prejudicando o processo eleitoral, causando a eleição prematura de Roseana Sarney.

8. Se Lago estivesse levado adiante a sua campanha, naturalmente que a possibilidade de haver o segundo do turno seria maior. Assim, tanto ele como Flávio Dino teriam chances de enfrentar a governadora.

9. A meu ver, a nulidade de Jackson no processo acabou prejudicando a candidatura ao segundo turno do deputado federal Flávio Dino e beneficiando a governadora Roseana Sarney.

10. A “coisa” foi tão facilitada à governadora no Maranhão que nem a candidata à presidência Dilma Rousseff, que tinha maiores chances de ganhar a eleição no primeiro turno, levou – conforme diziam as pesquisas.

11. E a candidata Roseana Sarney, que aliou a sua imagem à de Dilma Rousseff e à do presidente Lula, para “pegar carona” na altíssima aprovação de ambos, acabou acertando no alvo!

12. Pior para a Dilma, Lula, Mercadante, ao PT de Minas Gerais, de Santa Catarina e a outros aliados do Governo Federal, nos Estados onde o eleitor foi mais esperto. Melhor para Roseana, que não teve dificuldades.

13. Aliás, o Norte e Nordeste são as regiões onde Dilma e aliados mais se deram bem, em função do dinheiro do programa “Bolsa Família” – que, para mim, não passa de compra indireta de votos!

14. No momento que se viu ameaçada, Roseana Sarney (PMDB) bateu forte no crescimento repentino de Flávio Dino, já nos últimos dias de campanha, único motivo que poderia lhe tirar logo a vitória.

15. Vendo de fora para dentro, imagino que a governadora Roseana e equipe não encontraram dificuldades, diante das facilidades do trajeto para ganhar mais uma eleição no mole!


16. Nas entrevistas, após a vitória anunciada ainda no final da noite do domingo, Roseana Sarney anunciou que fará O MELHOR GOVERNO DA SUA VIDA! É a sua chance.

17. Nas cidades da Baixada Maranhense, região próxima da Capital, tinha muita gente que não sabia, por exemplo, que o ex-governador José Reinaldo (PSB) era candidato a senador.

18. Não se via, também, um cartaz de Jackson Lago (PDT), Edson Vidigal (PSDB), Roberto Rocha (PSDB) e aliados oposicionistas. A exceção era o candidato Flávio Dino, que jogou um mandato de deputado federal fora.

19. Agora, se bem próximo de São Luís não havia campanha da oposição a Sarney, imaginem nos interiores mais distantes das maiores cidades do interior do Estado. Facilidade total!

20. Sobre a campanha do primeiro turno, na sexta-feira e no sábado que antecederam ao domingo da eleição, houve um derramamento de material de propaganda pelas ruas de São Luís.

21. A cidade ficou emporcalhada com tanta sujeira de cartazes e panfletos jogados nas principais ruas e avenidas de diversos bairros de São Luís. Uma atitude vergonhosa!

22. Naturalmente que a estratégia deve ter dado certa, visto que a proibição da “boca de urna” no dia da eleição poderia levar muita gente para as grades de delegacias.

23. Assim, jogar o material de propaganda nas ruas das cidades, lógico que não daria tempo da companhia de limpeza recolhê-lo, facilitando e levando o eleitor a levá-lo para a cabine de votação.

24. Dessa forma, os candidatos sabidos e potencialmente endinheirados se deram bem, pois bastaram abrir as portas dos cofres para por em ação essa “magnífica idéia”. Só no Maranhão mesmo!

25. Durante 3 meses, o político procura incessantemente o eleitor. E durante 4 anos de mandato, a coisa se inverte: o eleitor fica atrás do político e não o encontra. É a vida!

26. Para "passar a régua": a reeleição de Roseana no voto direto, no primeiro turno, foi resposta a quem achava que José Sarney estava MORTO POLITICAMENTE. E agora?!
 

www.twitter.com/marcosbmondego
São Luís - MA, 5 de outubro de 2010.

27/08/2010


OLHA O RAPPA, OLHA O RAPPA!

quando a banda musical carioca fará nos palcos
o que magistralmente produz nos estúdios e cd´s?

A primeira vez que ouvi a banda carioca O Rappa nas rádios de São Luís fiquei entusiasmado. O som diferenciado, mesclado com vários sotaques, ritmos e estilos - vertente típica da “world music”, que traz em um só grupo musical: rap, reggae, hip-hop, funk, MPB, rock alternativo, rap rock, samba-rap, hardcore e outros.

Procurei logo saber que banda era aquela que há tempos não soava novidades aos meus ouvidos ávidos por músicas de boa qualidade e mente exigente por natureza, desde os 12 ou 13 anos de idade.

Até então sem descobrir, em um belo e ensolarado dia almoçava mais tarde assistindo ao programa Vídeo Show, da Rede Globo, que exibiu matéria com a banda sobre os hits estourados nas emissoras de todo o Brasil, “Pescador de Ilusões” e "Vapor Barato", essa última composta pelo poeta “maldito” Wally Salomão. Já era o segundo cd, “Rappa Mundi”, produzido pelo experiente Liminha. Além disso, também vi na TV que a banda, especialmente o letrista e baterista da época Marcelo Yuka tinha coração grande, alimentava a filantropia e erguia a bandeira contra as diferenças sociais de países como o Brasil. De cara, mostravam-se defensores de uma sociedade igualitária e justa, deixando isso claro nas letras das músicas e nas atitudes de cada um. Muito legal e ponto a mais para O Rappa, que já tinha contaminado o meu sangue pelo som.

Não demorou muito para o primeiro show ao vivo deles vir para São Luís, no ginásio Castelinho, com a presença de escasso público e som de péssima qualidade pela acústica do ambiente. Entusiasmado, antecipadamente adquiri os meus ingressos e cheguei cedo para pegar bom lugar, próximo do palco. E após a “sonzeira” regada a alguns chopps, saí de lá como se sentisse a falta de algo. Aliás, uma confusão na cabeça: faltando ou excesso naquilo que ouvira dos cd´s.

Link do vídeo-clip da música "Pescador de Ilusões", versão "Toca do Bandido"
http://www.youtube.com/watch?v=YUoYBLUIH0c

Vieram outros trabalhos de estúdio de altíssima qualidade, especialmente o cd “Lado B Lado A”, gravado na “Toca do Bandido”, do genial produtor musical Tom Capone - infelizmente falecido em um acidente de moto nos Estados Unidos, em 2004. Assim, também aconteceram outros shows em São Luís (estive presente em todos) e sempre ficava com a mesma sensação que tive no primeiro: a falta ou excesso de algo nos “ao vivo”.

Assisti na TV a várias gravações e apresentações da banda no palco para ter certeza daquilo que ficava nos shows em que estava presente. Mas nada de digerir fácil o que de imediato comprava naquilo que a banda produzia com primazia nos estúdios e nos cd’s. Foram programas nos palcos da MTV, Bem Brasil (TV Cultura), Faustão, Caldeirão do Huck, Serginho Groisman, dentre outros.

Um dia, na casa de shows “Batuque Brasil”, em julho, período de férias e ainda de efervescente festa junina em São Luís, não queria deixar de acompanhar o Boi de Maracanã na primeira apresentação da noite, no Projeto Reviver. Dividido, imaginei naquele instante a fusão de ritmos das matracas e pandeiros maranhenses com a riqueza e flexibilidade musical d’O Rappa. Dava para “viajar” nos sons da banda em ritmo de bumba-meu-boi. E durante o show, após a execução da excelente “Instinto Coletivo” (o vídeo-clip é bárbaro, com um jogador de capoeira produzido em 3D), não me contive e enviei recado manuscrito para Yuka, Falcão, Lobato (que é maranhense), Xandão e Lauro, sugerindo que bebessem na fonte dos ritmos da cultura maranhense.

Link do vídeo-clip da música "Instinto Coletivo"
http://www.youtube.com/watch?v=lePKOZ1rk6o&ob=av2e

Pela sensibilidade do baterista e líder da banda na época, Marcelo Yuka (hoje na banda F.U.R.T.O), não seria difícil, não! Mas, infelizmente, algum tempo depois, o mentor de O Rappa foi vítima da violência urbana em assalto no Rio de Janeiro, ficando paraplégico. Daí, na sequência veio a sua saída, que para mim foi uma perda substancial na concepção dos trabalhos e no som da banda.

Mesmo com Yuka na “batera”, novamente naquele show tive as mesmas impressões de sempre dos “ao vivo”: excesso ou falta de algo no som dos caras! Por ser um simples e mortal fã, tapei os ouvidos e procurei me divertir.

Chegou então ao mercado o acústico MTV, produção especial com releituras do repertório da banda e com aquela peculiar característica dos instrumentos não elétricos (na teoria) e com participações especiais (como sempre).

Aos meus ouvidos, a maioria das músicas deixou a desejar. Porém, algumas me causaram boa surpresa, como a belíssima “O Novo Já Nasce Velho”, que infelizmente não compõe o CD e faz parte somente do DVD. E os excessivos e desnecessários ruídos atrapalharam o todo e comprometeram, no meu entendimento, o resultado final do acústico do Rappa. 

Link do vídeo-clip da música "O Novo Já Nasce Velho"
http://www.youtube.com/watch?v=qoemE2UPJEo

A relevância dos efeitos em detrimento das performances do contrabaixo e bateria, por exemplo, o grupo não conteve o excesso nem mesmo no acústico. Nos “ao vivo” a guitarra de Xandão em vez de solar ou marcar harmonicamente a música, disputa (usando uma pedaleira à la The Edge, do U2) com os 2 teclados e mais as mixagens sonoras do dj Negralha.

É muito efeito sonoro no palco - nem nos tempos do rock progressivo psicodélico do final dos 60 e início dos 70 era tanto, por exemplo, com as quase instrumentais bandas Yes, Jethro Tull, Led Zeppelin, Gênesis, Marillion e Pink Floyd ou dos brasileiros Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal e Mutantes. Ainda nota-se que a bateria e o contrabaixo parecem sair do compasso e atravessar a harmonia de algumas músicas. Muitas vezes, também aceleram e obrigam o cantor Falcão a correr nos vocais. Nos shows, sem parar de pular no palco, parece que às vezes o vocalista perde o fôlego. Ele chega a “engolir” algumas partes das letras das músicas na tentativa de acompanhar o ritmo dos companheiros. Fica parecendo que há disputa entre eles para quem toca mais rápido ou para quem faz mais efeitos especiais em algumas músicas.

Link do vídeo-clip da música "Lado B Lado A"
http://www.youtube.com/watch?v=lC_p96BS-Rc

Esses detalhes são perceptíveis, principalmente no sucesso “Lado B Lado A”. Tente acompanhá-la com simples batucar de mãos ou mesmo batendo os pés. Lá na frente você perderá o ritmo, atravessará a harmonia e não conseguirá mais acompanhar o som. Então você vai parar e tentar entender o que está acontecendo, para depois voltar a acompanhá-la.

Essa aceleração ou desaceleração musical é constante nas apresentações ao vivo dessa banda que a considero uma das melhores surgidas no Brasil. Infelizmente esse excesso de efeitos sonoros deixa um ruído horroroso no palco, que ecoa no ambiente do show e não se sabe para que lado está indo a música, ao contrário do original do estúdio, quando se valoriza os instrumentos, o acorde, a harmonia, a melodia e se ouve, em alta e perfeita voz, cada estrofe das letras cantadas pelo inconfundível Falcão. E não o valor ao barulho ensurdecedor sem sentido.

No fim-de-semana passado a Musical Televison do Brasil exibiu o show ao vivo do Rappa, gravado na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, em agosto de 2009. Mais uma vez, infelizmente esses detalhes são percebidos. Parece até que está mais evidente e ainda mais barulhento. Não houve evolução para o bem dos nossos tímpanos que adoram ouvir O Rappa dos cd´s.

Nessa apresentação, novamente o contrabaixo de Lauro Farias, a agora bateria de Cleber Sena e o vocal de Falcão parecem sacrificados. Os teclados de Marcelo e Marcos Lobato, a guitarra de Xandão com pedaleira e os efeitos mixados pelo dj Negralha parecem continuar brigando por espaços diferenciados em algumas músicas, talvez as de sempre. Mas quando a guitarra acompanha o contrabaixo, a bateria e o vocal, deixando os efeitos sonoros só para o dj e teclados, “a coisa” melhora muito. E a qualidade dos cd´s, dos estúdios, chega também ao palco.

Enfim, sou fã e é difícil para mim emitir (e não omitir) opinião sobre aquilo que admiro sendo crítico assim. Deixar de ir ao show da banda, jamais! Deixar de comprar e ouvir um cd dos caras, muito menos! Só que, a partir de agora, precavido e convencido do que sei e do que presenciarei nos próximos shows.

Link do vídeo-clip da música "Não se Preocupe Comigo", do F.U.R.T.O.
http://www.youtube.com/watch?v=Mo-dQvbxZ0I

Pelo menos, aos meus ouvidos, colocar um cd produzido magnificamente na “Toca do Bandido” para ouvir, não quer dizer que estarei sendo extorquido ou roubado nas apresentações ao vivo no palco. Olha O Rappa! Olha O Rappa! Vai depender muito do gole a mais de bebida alcoólica ingerida.

E isso que acabei de escrever não é a mais pura verdade. Apenas o que sobrou do céu, fazendo a minha alma passar o rodo cotidiano nesse instinto coletivo. E também o que os meus ouvidos fizeram as minhas mãos teclarem em perfeito estado de lucidez e sobriedade.

Marcos Baeta Mondego
(sabadão, 22.08.2010, durante uma partida de futebol na TV)